Destaques

Novas Taxas da PSP   -   Na secção  "Noticias"

ARMAS ILEGAIS A PREÇO DE SALDO EM LEILOEIRA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 21 Novembro 2011 15:31

No passado dia 18 de Novembro de 2011, o jornal "Correio da Manhã" publicou a notícia que a seguir transcrevemos:

 

"O leiloeiro de 49 anos, que a PSP prendeu anteontem em Lisboa, publicitou na Internet o leilão das 36 armas que a Policia lhe apreendeu. Apesar de ter parte das armas devidamente legalizadas, o leiloeiro preparava-se para vendê-las todas a preços de saldo. Presente ontem a juiz, aguarda julgamento em liberdade.

A investigação do Núcleo de Armas e Explosivos (NAE) do Comando da PSP de Lisboa começou à dois meses, quando a Policia constatou que o leiloeiro tinha vendido armas de fogo no seu estabelecimento. Três dos compradores foram, de resto, já constituídos arguidos pelo crime de posse de armas ilegais.

Há cerca de três semanas, o NAE descobriu em várias páginas de redes sociais e fóruns da Internet um anúncio, em nome do leiloeiro investigado, a publicitar um leilão de armas marcado para três dias consecutivos (entre terça e quinta-feira da próxima semana). O local do evento seria a galeria do empresário, na rua do Arco de S. Mamede. Avaliadas em 9.980,00 euros, as armas seriam licitadas por preços inferiores.

Anteontem, a PSP avançou para a realização de buscas à leiloeira e ao domicilio do suspeito. Foram apreendidas todas as armas, num total de 36, que o mesmo queria leiloar. Do total, 20 caçadeiras estavam devidamente licenciadas, assim como 6 das 16 pistolas e revólveres que constam do lote que ia a venda.

O crime de que o detido é suspeito é o de tráfico de armas, tendo sido submetido a termo de identidade e residência."

Face a esta noticia, a direcção da Associação dos Armeiros de Portugal, remeteu ao Ministério da Administração Interna em e-mail com a seguinte posição:

" A noticia hoje veiculada no jornal "Correio da Manhã", sobre um leilão de armas, é a prova insofismável de que as nossas preocupações sobre o 'comércio particular de armas', tem toda a razão de ser, pois este está cada vez mais activo e descarado.

Permita ainda que lhe diga que não são os leilões da PSP que vão acabar com esta situação. A maioria das armas compradas nesses leilões por particulares, destinam-se a um mercado paralelo a que urge pôr fim a bem da segurança e contra a economia paralela."